em




       Receba nossos boletins em
       seu e-mail:




  Cadastre-se em nosso site, divulgue
  sua clínica, encontre artigos, cursos,
  escalas, congressos, vídeos, teste
  seus conhecimentos...
                         Saiba mais




  Grupo de discussão para troca de
  informações entre mães, boletins de
  orientação, serviços de atendimento
  a deficientes...
                         Saiba mais

Enquete

Destaque

Livros

Busca rápida

Informações

Ferramentas
A influência dos amigos no consumo de drogas... - 16/05/2016
Internacionalização da investigação e do ensi... - 16/05/2016
Tipo de ensino e autoconceito artístico de... - 16/05/2016
Recasamento: percepções e vivências dos... - 16/05/2016
Criança no tratamento final contra o câncer... - 16/05/2016
Relação entre bullying e sintomas depressivos... - 16/05/2016
Desempenho operatório de crianças com queixas... - 16/05/2016
Cuidado e desenvolvimento em crianças escolar... - 16/05/2016
A relação mãe-criança durante o atendimento... - 16/05/2016
Escala de Estratégias de Coping na adolescên... - 16/05/2016
Estudo indica que autismo pode ser identifica... - 11/08/2015
A criança com autismo... - 11/08/2015
Esporte: uma arma infalível no tratamento do... - 11/08/2015
Médicos e pais enfatizam importância do di... - 11/08/2015
Alunos autistas do Recife recebem aulas com r... - 11/08/2015
Escola municipal do Recife limita frequência... - 11/08/2015
O mundo de uma garota com autismo... - 11/08/2015
Estudante com autismo passou 5 anos sem con... - 11/08/2015
Estudo genético liga inteligência a risco de... - 11/08/2015
Monumentos ficam azuis para o Dia Mundial do... - 11/08/2015

Bookmark e Compartilhe
Biblioteca de Pais
DISTURBIOS ALIMENTARES NA INFÂNCIA

Francisco B. Assumpção Jr.

12 de janeiro de 2009

 

 

                                   DISTURBIOS ALIMENTARES NA INFÂNCIA

 

                                                           Francisco B. Assumpção Jr.

 

 

            Quando falamos em distúrbios alimentares na infância e adolescência, quase que obrigatoriamente pensamos em anorexia ou bulimia. E aí cabe também pensarmos que esses problemas não são tão freqüentes como se imaginam, presentando uma freqüência menor de 1% e, só nos remetendo a eles em função do esquema publicitário a que vem sendo sistematicamente submetidos.

            Entretanto outros problemas alimentares também são encontrados na infância sem que os citemos muito e que, por essa razão nos ateremos a eles.

            Alguns autores referem que um dos quadros de anorexia ( o comer menos do que o necessário) na criança, pode ocorrer ainda no primeiro ano de vida, como conseqüência de alterações na  relação mãe-filho que, se inadequada e insatisfatória faz com que o bebê reaja de uma das únicas maneiras que pode, o diminuir a ingestão de alimentos. Esse quadro, bastante conhecido dos pediatras, principalmente quando trabalham com crianças internadas que são privadas do relacionamento materno, cede de maneira eficaz e significativa quando melhora-se a relação com a mãe.

            Isso é facilmente compreendido quando pensamos que nesse momento de vida a criança está, pelo seu próprio desenvolvimento, estabelecendo um relação dual com a figura materna, a quem reconhece e identifica.

            Outro quadro de anorexia passível de ser encontrado na criança pequena ocorre já por voltas do  terceiro ano e tem como característica a recusa sistemática da alimentação com a conseqüente perda de peso.

            Independentemente de outros problemas somáticos ou psiquiátricos (como por exemplo depressão), esses quadros estão associados a uma conduta negativista da criança que reage de maneira patológica, aos estímulos ambientais.

            Assim, em ambos os casos, paralelamente ao estudo da criança, a avaliação do ambiente, no caso o familiar, deve ser processada uma vez que nessas faixas etárias, o único ambiente que a criança possue e com o qual se relaciona, é o ambiente familiar que, por isso possue uma importância fundamental em seu desenvolvimento.

            Paralelamente podemos observar também quadros bulímicos ( aquelas crianças que comem muito, e muitas vezes mais do que o necessário) na criança podem ser observados, com uma maior freqüência na idade escolar.

            Se pensarmos aqui teremos muitas vezes também a participação efetiva e importante do ambiente familiar com o qual essa criança estabelece relações de dependência e de gratificação levando-a a comer excessivamente para obter um aval de seus pais para quem a criança “bem-nutrida” significa muitas vezes uma criança bem cuidada, ou então, essa alimentação serve  para diminuir a ansiedade, fruto de relações de insegurança ou tempestuosas dentro do contexto familiar.

            Ambientes conflituosos, ansiogênicos e agressivos podem assim, teoricamente, participar da gênese dessas alterações. Assim, pensá-las é, obrigatoriamente, pensar em avaliar-se a criança como uma totalidade. Mais do que somente um organismo com problemas, ela deve ser vista como   um ser biológico inserido em um contexto sócio-familiar com o qual interage e ao qual reage, muitas vezes de maneira patologia, Cuidá-la, significa também cuidar desse ambiente, responsável pelo seu desenvolvimento. 


Psiquiatria Infantil.com.br - Todos os direitos reservados © 2006 - 2020   Política de Privacidade   Termos e Condições de uso   Reprodução de conteúdo   Informações
Prof. Dr. Francisco Baptista Assumpção Jr.
Rua dos Otonis, 697 - São Paulo - SP
Telefone: (11) 5579 2762 - Tel/FAX: (11) 5579 7195
www.psiquiatriainfantil.com.br

Voltar ao Topo