SAÚDE MENTAL INFANTIL

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A CRIANÇA INSISTE EM DORMIR NA CAMA DOS PAIS. PODE?



Francisco B. Assumpção Jr.

Publicado em 2 de abril de 2007


     A CRIANÇA INSISTE EM DORMIR NA CAMA DOS PAIS. PODE?

 

                                                            Francisco B. Assumpção Jr.

 

 

 

O processo educativo, entre outras coisas, consiste em fornecer a criança estratégias e comportamentos que lhe permitam adquirir maior independência e adaptação ao meio em que vive.

     Assim,  de uma posição totalmente dependente ela vai passando para uma posição mais autônoma e independente.

     O dormir sozinho faz parte desse processo. Entretanto muitos fatores podem estar envolvidos nessa conduta que, pelas suas características, pode envolver diferentes aspectos.

      Em um primeiro momento, a criança deseja permanecer ligada, o mais possível a seus pais, uma vez que eles são a fonte de suas satisfações e de seu prazer.

       Concomitantemente, ela espera que toda a vida da casa seja centrada nela e que seus pais dediquem-se totalmente a satisfação de suas necessidades. Isso, se por um lado demonstra o carinho que os genitores lhe dedicam, por outro evita que ela se defronte com os limites inerentes a vida em sociedade o que lhe dificultará o convívio.

O dormir junto com os pais paralelamente a envolver esses aspectos, pode estar ligado a sentimentos de insegurança e medo, freqüentes na criança dessa idade, fruto de suas fantasias que, por dificuldades cognitivas , misturam-se a realidade. Assim, a presença dos pais  ao momento do sono ( momento onde o ambiente está escuro e favorece essas fantasias) diminui a tensão proporcionando um maior prazer.

A conduta a ser tomada dependerá portanto exclusivamente dos motivos pelos quais a criança exige permanecer na presença dos pais. entretanto, qualquer que seja, o fato deverá ser evitado visando-se sua autonomia e o não prejuízo das relações conjugais. Entretanto, nem sempre isso pode ser feito sem auxílio de um profissional que deverá verificar causas do m6edo ( se existe) ou o que faz com que essa criança não aceite permanecer só, manipulando a estrutura familiar para que permaneça a sua disposição.

Devemos nos lembrar entretanto que, nem sempre esse padrão de conduta depende somente da criança, podendo estar vinculado a alterações no funcionamento familiar que, através dessa criança se manifesta fazendo com que ela funcione como o “bode expiatório” de uma dinâmica insatisfatória.

Assim, o fato em si merece ser analisado para que possa ser abordado de maneira efetiva.

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