SAÚDE MENTAL INFANTIL

Biblioteca de Pais

Textos elaborados pensando em facilitar aos pais e aos cuidadores.

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A CRIANÇA E A ESCOLA



Francisco B. Assumpção Jr.

Publicado em 11 de dezembro de 2006


       Estamos iniciando a Biblioteca de Pais com alguns pequeninos artigos que servem como esclarecimento e que tem por finalidade

fazer com que os pais se alertem quanto ao comportamento de seus filhos, primeiro indício de que algo pode não estar correndo bem. 

     Assim sendo, optamos por um tema inicial adequado ao final do ano por sua importância e por sua relação com a aprovação esperada.   

 

                                    A CRIANÇA E A ESCOLA

 

                                                            Francisco B. Assumpção Jr.

 

            Quando vai chegando o final de ano, vão se iniciando tentativas de mudança em atitudes previamente estabelecidas e, agora, já avaliadas quanto a seus resultados.

            Assim, a escola dos filhos neste momento, ocupa um lugar de destaque. Isso porque, este é o momento de verificarmos seu aprendizado, seu rendimento e, em função disso, continuarmos dentro do mesmo projeto ou o alterarmos.

            A escola é para a criança, mais do que um mero aporte de conhecimentos, o entrar em um novo mundo onde exercita sua sociabilidade e incorpora regras de conduta e valores que, influenciarão sua vida inteira. Exatamente por isso é que o cuidado para sua escolha é necessário.

            Normalmente quando as famílias pensam em um projeto escolar, o fazem tendo em vista somente a parte acadêmica, esquecendo as outras e isso, mostra-se na melhor das hipóteses, inadequado quando não catastrófico.

            Tal fato ocorre porque, longe de ser um ambiente totalmente diferente do da casa, a escola corresponde a uma complementação daquele, fazendo com que valores similares e condutas coerentes sejam implementadas e valorizadas.

            Dessa maneira, o primeiro ponto a ser considerado deve ser a coerência entre os valores escolares e os domésticos.

            Assim, uma casa rígida, dificilmente será coerente com uma escola liberal e vice-versa, independentemente do projeto acadêmico.

            Outro ponto a ser lembrado refere-se às exigências feitas à criança.

            Atualmente considera-se melhor a escola que “bombardeia” a criança com um volume maior de atividades e de exigências, chegando-se ao máximo de exigir de uma criança com 5-6 anos de idade, que já esteja alfabetizada, esquecendo-se todo seu processo de desenvolvimento e, dessa maneira, suas possibilidades.

            Uma criança é um ser em desenvolvimento e como tal deve ser visto. Uma agenda semelhante a de um executivo onde não sobram espaços mas, em compensação estão presentes o aprendizado de inglês, o judô e tantas outras atividades mais,  que competem a uma vida “pós-moderna” com todas as justificativas necessárias é, na melhor das hipóteses, uma agressão para a criança que precisa, exercitar sua criatividade, suas relações e, principalmente, precisa aprender a viver sua própria vida.

            Tudo isso ela faz com algo que parece estar sendo progressivamente esquecido pelos pais  “modernos”, o “brincar” sem finalidade aparente  e sem uma programação prévia.

            Foi  exatamente essa possibilidade de crescimento não tão programado é que possibilitou que a espécie humana se desenvolvesse por caminhos diversos e ricos que permitiram sua progressiva adaptação e desenvolvimento.

             Assim sendo, antes de colocar seu filho em uma escola extremamente eficiente imagine o que você quer dele.

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